VDC – Vale de Cambra

Cliente
Privado

Ano
2019

Dimensão
940 m2

Tipo
Habitação coletiva; Comércio

Localização
Vale de Cambra, Portugal

Equipa
Samuel Gonçalves, Inês Vieira Rodrigues, Gonçalo Vaz de Carvalho, Maria João Freitas

O projeto consiste num edifício de uso misto, prevendo habitação coletiva e espaços de serviços de uso indefinido, a implantar em Vale de Cambra, junto à estrada nacional 224. O cliente requereu um processo de construção rápido e economicamente eficaz – facto que nos levou a recorrer ao Sistema Gomos para a sua conceção.

A estratégia é clara: o piso térreo é dedicado a espaços de serviços, em contacto direto com o espaço público, e o piso superior destina-se a habitações. Cria-se um acesso independente para cada um destes programas, tendo em conta os usos diversos colocados a níveis diferentes, tirando partido da pendente natural do terreno.

 

O rés-do-chão é composto por painéis estruturais pré-fabricados em todo o seu perímetro. Este piso é concebido de forma absolutamente flexível, sendo possível alterar o número e a disposição das paredes divisórias interiores, ou simplesmente eliminá-las, transformando toda esta área num open-space.

O piso superior é integralmente composto por módulos do Sistema GOMOS. Considerando que a área máxima a construir legalmente permitida era muito limitada, o espaço vazio exigido é utilizado como separador das várias unidades de habitação. Concebido e licenciado como um projeto de habitação coletiva, com estas separações o projeto incorpora as principais vantagens da habitação isolada: entradas claramente individualizadas e uma completa separação acústica entre as diferentes unidades.

O material predominante na estrutura e composição do edifício – o betão armado – fica assumidamente visível em toda a sua extensão. Não existe, portanto, necessidade de acabamento, nem no interior nem no exterior do edifício, facto que contribui para uma redução de custos, pela supressão de materiais adicionais e da mão-de-obra inerente à sua aplicação.

Esta economização de meios e recursos resulta ainda numa aceleração do tempo de construção: os diferentes componentes do edifício são montados in situ na sua forma e acabamento finais, resolvendo simultaneamente questões estruturais, de isolamento e de acabamento.

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Este projeto foi concebido com base no Sistema GOMOS.

Fotografias 1-11 ©Fernando Guerra FG+SG;  15-17 ©Building Pictures